segunda-feira, 1 de novembro de 2010

UM LAMENTO POLÍTICO


Com uma tristeza temporária e lágrimas nos olhos, lamento a vitória de Dilma Roussef. Não creio que uma pessoa que usou de meios impróprios no passado, como assalto a bancos,[1] assalto a um cofre particular[2], participação de grupos terroristas como a Colina e a Var Palmares,[3] além do seqüestro de gente pública,[4] seja uma escolha sábia para a responsabilidade de governar o Brasil. A sua história demonstra mais um líder maquiavélico cujos fins justificam meios de agressividade e revolta, do que alguém de valores sólidos e absolutos como o respeito ao próximo e a liberdade de expressão sem agressão.


Alguém que usou de um discurso manipulador no 2º. Turno, dizendo-se “pró-vida”, mas tratando a questão do aborto como saúde pública, não como filosófica ou ética, demonstra a dubiedade de seus propósitos e projetos. Hoje, em seu pronunciamento como presidenta eleita, tinha ao seu lado Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, homem de caráter absolutamente questionável e que se envolveu com vários escândalos de corrupção.[5]

Após um governo com tantos escândalos de corrupção, de quebras de sigilo, de assistencialismo no lugar de promoção do desenvolvimento social, o povo decidiu pela sua continuidade.

Graças a Deus, como cristão, posso elevar meus olhos para o alto, e saber que meu socorro vem do Criador de céus e terra (Sl 121.1-2), que um dia fará Seu reino de justiça e paz uma realidade (Is 2.1ss; Ap 20.1ss.).

Deus é o Soberano e presente governante das nações (Sl 146.6-10) administra todos os acontecimentos deste mundo, inclusive os de nosso país, com Seu propósito Sábio, a fim promover a Sua glória final (115.1, 3; Fp 2.10). Isso me consola e me permite viver debaixo de uma autoridade que foi por Ele instituída, antes do voto do próprio povo, como no caso de Dilma Roussef (Rm 13.1-2).


Mas, há espaço para um protesto diante da injustiça praticada pelo governo nos últimos 8 anos, com seus vários escândalos, da mesma forma que fizera o profeta Amós em sua época: “As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim, todos eles juntamente urdem a trama. O melhor deles é como um espinheiro; o mais reto é pior do que uma sebe de espinhos. É chegado o dia anunciado por tuas sentinelas, o dia do teu castigo; aí está a confusão deles.” (Am 7.3-4).

Na esperança do governante cujo nome é Fiel e Verdadeiro (Ap 19.11),

Tiago Abdalla



[1] Esta indicação consta na reportagem da ISTOÉ sobre Dilma Roussef, em 14 de Dezembro de 2005. Disponível em http://www.istoe.com.br/reportagens/15907_DILMA+ROUSSEFF.
[2] Ver a Reportagem da Revista Veja de 15 de Janeiro de 2003. Disponível em http://veja.abril.com.br/150103/p_036.html.
[3] WIKPEDIA. Dilma Roussef. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Dilma_Rousseff.

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