sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A CABANA

Abrigo para a Alma ou Barraco Teológico?



Depois de ver algumas resenhas sobre o livro de William P. Young, "A Cabana", e perceber o reboliço que ele gerou, não pude deixar de ler a obra.

O leitor que possui um conhecimento sadio e razoável de teologia bíblica, histórica e sistemática, perceberá que há diversos conceitos perigosos (para não dizer errados) no livro. Fico perplexo como a igreja evangélica brasileira (inclua a norte-americana junto) abraçou a obra de Young como se trouxesse um conceito maravilhoso a respeito de Deus e de nosso relacionamento com Ele. Deixa-me estarrecido saber que colegas que estudaram no mesmo seminário em que me formei, recomendam a leitura dele, quando pensamentos teológicos rechaçados nas Escrituras e ao longo da tradição cristã reformada, são desenvolvidos no livro como a verdade sobre Deus e a criação. Patripassionismo, teísmo aberto, uma teologia marcantemente feminista são algumas das várias ideologias erradas de Young.

O reitor do Seminário Bíblico Palavra da Vida, Dr. Carlos Osvaldo Pinto, escreveu uma resenha publicada no site da Editora Vida Nova com o título: "A Cabana: abrigo para a alma ou barraco teológico?" - que vale a pena ser lida e que oferece uma visão clara sobre as confusas idéias de W. P. Young no livro. Abaixo, cito parte da conclusão de sua resenha:

Por que A Cabana está vendendo tão bem? Talvez porque a maioria dos cristãos atuais queira comida pré-processada e pasteurizada, e não queira se dar ao trabalho de (ou talvez simplesmente não saibam como) colher nas Escrituras e preparar, pelo estudo pessoal e a comparação com o pensamento cristão histórico, sua própria alimentação. Ou, para mudar a metáfora para algo mais semelhante ao livro, queiram apenas colocar um Band-Aid na ferida, ao invés de lidar com a infecção...

... Cautela, Bíblia aberta, e várias leituras são essenciais para entender este livro e para utilizá-lo mais do que como entretenimento pessoal. Ainda estamos nos estágios iniciais de A Cabana no mundo de fala portuguesa. É preciso que os que se importam com a verdadeira saúde espiritual da Igreja corram o risco de contestar (na maior parte) e concordar (em alguns momentos) com William Paul Young e sua cabana. Ela está sendo vendida como um abrigo para a alma, mas está mais para “barraco” teológico.

Leia a resenha do Dr. Carlos Osvaldo aqui.


5 comentários:

Leonardo Bruno Galdino disse...

Caro Tiago,

Esse livro realmente é um veneno. Sobre ele eu escrevi uma resenha no meu blog (optcareformata.blogspot.com).

Gostei de conhecer o teu blog. Parabéns!

Um grande abraço!

mario_oten disse...

Ow meu amigo Tiago, eu to me preparando pra ir ao Palavra da Vida tbm...só q só em 2011...e como sou peskisar de Blogs de qualidade...auhauhaua...Gostei do seu...abrasss
Vc se formou em q ano???

Tiago Abdalla disse...

Oi Leonardo, muito interessante sua resenha. Tocou em pontos importantes dos livro.
Gostei do seu blog, também. Vou adicioná-lo na minha lista de blogs reformados.
Você é estudante de teologia?
Abraço!

Tiago Abdalla disse...

Oi Mario,
seja bem-vindo ao blog.
Que bom que pensa em estudar no SBPV, é uma excelente escola teológica e louvo a Deus pelo tempo de preparo ali. Terminei o curso em 2005, turma Darash.
Deus o abençõe!

Teixeira disse...

Este livro tem se mantido na lista dos mais vendidos (espero que lidos, também), assim como o Monge e o Executivo.
Acabei por ler ambos os livros.
Li "A cabana" como um livro de ficção e não como um tratado teológico, pois esta não foi a intenção do autor. Creio que tem o mérito de quebrar paradigmas que estabelecemos sobre quem é Deus e de mostrar o grau de intimidade que Deus quer ter conosco e que devemos ter com Deus. O ser humano é por demais limitado para entender quem é Deus, se Ele não se revelar. O livro toca em temas como o pecado, sobre a encarnação, sobre o perdão e outros temas tidos como teológicos de uma forma simples. Nem todos tem o privilégio de frequentar um seminário, mas podem ter a Palavra de Deus, a oração, a comunhão com Deus como forma de se aproximar de Deus e descobrir Sua vontade para nosso viver diário.
Gostei do livro, apesar dos possíveis desentendimentos teológicos. Apesar de defender uma doutrina bíblica e saudável, não deixo de esquecer uma frase que ouvi muitos anos atrás de um sábio pastor: "Não é doutrina que salva, mas a fé em Cristo Jesus". No momento aquilo soou como uma heresia, mas tão logo voltei a verificar na Palavra vi que ele estava certo.

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