domingo, 25 de maio de 2008

COMPREENDENDO A IDENTIDADE DO CRISTO SOFREDOR - Parte 1

INTRODUÇÃO

Uma compreensão correta de quem Jesus é e de Seu papel como Salvador são indispensáveis para um comprometimento saudável e realista com o discipulado dEle. Algo bem diferente do evangelho que encontramos na Bíblia tem sido divulgado por aí e, como conseqüência trágica, pessoas dizem seguir a Jesus e crer nEle, sem qualquer preocupação em obedecê-lo ou em assumir as conseqüências do verdadeiro discipulado.

O texto de Marcos 8.22-33 nos ajuda a uma compreensão profunda da Pessoa de Jesus e de Seu propósito ao se tornar homem e se humilhar até a morte de cruz. Observar textos como esse é demasiadamente necessário e urgente para nossa mentalidade pós-moderna do evangelho fast food.

A CURA FÍSICA COMO ANÚNCIO DA CURA ESPIRITUAL
Marcos 8.22-26

O texto de Marcos 8.11-12, termina com a repreensão de Jesus aos discípulos por sua dureza de coração e insensibilidade espiritual para compreender a verdadeira identidade e natureza da Pessoa de Jesus. Ele usa ilustrações físicas para destacar a falta de percepção da alma dos discípulos. Diz que eles possuem ouvidos, mas não escutam e olhos, porém não enxergam. Alguns versículos anteriores descreveram a cura de Jesus de um surdo que passou a ouvir perfeitamente. Agora, depois dessa repreensão pela cegueira de coração dos doze, Jesus realiza a cura de um homem cego. Uma cura diferente das demais.

O lugar em que se encontram, fora do barco, é próximo de Betsaida Julias, não mais dentro da Galiléia. Numa aldeia, trazem um homem cego a Jesus e rogam a Ele que toque no enfermo e o cure (cf. 1.31, 41; 5.42; 7.32-35). Jesus, sem buscar popularidade, traz o cego junto consigo para fora do povoado, assim como fizera em Decápolis com o surdo-mudo (cf. 7.32-33). À parte, Jesus cospe nos olhos do cego e impõe as mãos sobre ele. Diferente de outros relatos que mostram a restauração instantânea, aqui não foi assim. Jesus pergunta ao cego se ele consegue enxergar. O cego recobra sua visão, mas não de modo nítido: “Vejo pessoas; elas parecem árvores andando”.

Então, mais uma vez, Jesus impõe sua mão sobre os olhos do homem e, finalmente, a visão dele é completamente restaurada, a ponto de ver tudo claramente. Como é comum em Marcos, Jesus pede ao homem curado que não voltasse para o povoado, a fim de não divulgar o milagre (cf. 7.36-37). Ele não quer que as pessoas o vejam apenas como o milagreiro, mas como alguém cujo propósito é dar a própria vida em favor da salvação espiritual dos homens, como ficará bem claro mais à frente (8.31-33).

O que deixa muitos intrigados é o porquê Jesus efetuou esse milagre em etapas no lugar de fazer isso de uma só vez. Esse milagre desenvolve um papel chave no livro de Marcos. Apenas aqui encontramos o relato dele, nenhum outro evangelista o descreve. O foco do texto é que assim como o cego físico experimentou uma recuperação gradual de visão da realidade que o cercava, assim, também, os discípulos cegos passam a enxergar quem é Jesus nos versículos seguintes, todavia, com a visão ainda embaçada.

Um comentário:

Mis. Alessandro Vieira disse...

A paz do Senhor Jesus Cristo esteja contigo meu irmão!
Gostei muito de como o irmão desenvolveu o tema de Mc 8.22-33.

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